quarta-feira, 27 de maio de 2015

Banco da praça

Sentada no banco da praça ela escreveu poemas, pensou mais sobre a vida, chorou e ouviu suas músicas preferidas. 
Sorriu, deu o primeiro beijo, abraçou, fez carinho em um gato de rua, observou as pessoas que passavam por ali, fotografou a vida com a intenção de eternizá-la.

Teve a primeira briga, ficou com o coração partido, mas sentiu tudo o que se sente quando se está vivo.
Sempre deixou as lagrimas caírem, pois era a despedida da dor.Ela viveu, agora não mais.




sábado, 9 de maio de 2015

Ataque de pânico

As vezes, olhar-se no espelho será como ser perfurada por várias facas ao mesmo tempo.
Será como entrar em um mar gelado. Como apanhar de alguém que se ama.
As vezes, seu reflexo será transparente, ou até mesmo mais escuro que a noite.
Seus olhos estarão vazios, e seu cabelo sem cor.
Seu corpo pode estar frágil, suas pernas trêmulas, suas mãos frias, e sua cabeça vazia.
Sua lágrima irá atingir o chão e evaporar, e então virão mais para repor a que se foi.
Você pode não conseguir respirar, como se estivesse com a cabeça presa em algo minúsculo,.
Eu sei que você vai entrar em desespero, mas apenas feche os olhos e se deixe levar.
Voe para onde quiser.
Você está apenas tendo um ataque de pânico.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Distúrbios

É no meio de toda essa gente que eu me sinto sozinha. É no meio de todos que eu me sinto deprimida, sem encontrar uma saída. É nos olhos de alguns que eu me perco, e nos olhos de outros que eu me encontro. Na voz de uns que me enlouquecem, de outros que me acalmam. No toque de alguns que me assustam, e de outros que me abraçam. É assim que eu me perco e me encontro.