Continuo em busca de respostas, pra perguntas que eu ainda nem sei quais são. Às vezes a vida me deixa triste, e até agora eu não sei lidar com isso. Não sei lidar, não sei viver. Viver, pra que? por que? pra quem? por mim? nem sei. O cansaço me deixa triste, e me impede de continuar. Levantar às vezes é complicado, pesado. Meus olhos querem fechar, mas minha cabeça gira, gira, gira. Na maioria das vezes, eu não consigo entender por que continuar. Subitamente eu crio coragem, e enxergo uma luz, que me abraça e diz que tudo pode ficar bem. E aí a luz apaga, e eu fico no escuro. Sozinha. De novo. Meu riso falso e mentiroso me deixa assustada, mas a mentira conforta as pessoas à minha volta. Tudo bem.
Pra quem?
Não pra mim.
Eu escrevo coisas que eu não sinto, porque o que eu sinto me estapeia. Isso é estar viva?
A lágrima que cai pelo meu rosto encontra meu peito, e aí eu deito, e o teto vira um espetáculo. E eu fico horas assim, até que o sono me abraça, e cuida de mim.
Temporariamente.
Assim como a vida.
Dolorida.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Alguns dias as coisas simplesmente não dão certo.
Algumas semanas, as coisas fogem do controle.
O riso não vem.
22:00h
Solitária, só o medo e a tristeza acompanham.
De mãos dadas com o azar. Tropeça em cada rua.
Com as pálpebras pesadas, e os pés que insistem em não se mover.
O sono anda ao lado, abraçado, deitado nas costas.
23:00
Curvada.
Pesada.
Cansada de deitar.
As costas já doem mais do que o coração.
O silêncio grita ao pé do ouvido.
Zumbido.
00:00
A cabeça encostada no travesseiro.
Os olhos cansados de enxergar.
O corpo cansado de existir.
Será que ainda existe?
Deitada. Triste.
01:00
Algumas semanas, as coisas fogem do controle.
O riso não vem.
22:00h
Solitária, só o medo e a tristeza acompanham.
De mãos dadas com o azar. Tropeça em cada rua.
Com as pálpebras pesadas, e os pés que insistem em não se mover.
O sono anda ao lado, abraçado, deitado nas costas.
23:00
Curvada.
Pesada.
Cansada de deitar.
As costas já doem mais do que o coração.
O silêncio grita ao pé do ouvido.
Zumbido.
00:00
A cabeça encostada no travesseiro.
Os olhos cansados de enxergar.
O corpo cansado de existir.
Será que ainda existe?
Deitada. Triste.
01:00
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